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Chego em Interlagos e logo tem alguém pra me dar a má notícia. O Flavio bateu...
Nem lembro quem me contou, mas advinhei na hora, "escapou no final da reta oposta?"
Prguntei quase afirmando.
Confirmado. Saio atrás do Patrão. Nem sei se quero ver o carro.
Chego e dou logo uma chamada... caramba, bateu né? e no final da reta oposta... onde o senhor sempre erra né?
Valente, pareço o dono do carro ou da equipe. O Patrão se intimida, tenta se explicar.
Nem escuto, estou surdo. Chamo ele de Flavio Gomes Montoya. Caramba, não tem jeito de ter corrida da SuperClassic sem botar a gente tenso?
Ele insiste, quer alegar que o carro falhou freio. Explica mas não justifica. "Lá o senhor sempre erra duas três vezes por final de semana" esculhambo.
Vou ver o carro, nem estragou tanto, mas estragou.
Bom o jeito é assistir a corrida.
Depois da prova o Patrão explica mais uma vez o acidente. Andou mais que o carro, ele resolve confessar.
Conta mais uma vez o acidente e dessa vez acrescenta um detalhe que não tínhamos deixado ele contar ainda.
Depois que ele bateu no muro, os bandeirinhas foram até o carro saber se estava tudo bem. O primeiro que chegou perguntou, "Machucou?"
"Só meu coração..."
Tá bom vai. tá perdoado...