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Há algumas semanas estava lendo na revista VEJA a coluna do jornalista Diogo Mainardi, onde ele denuncia um jornalista pelo vazamento da quebra ilegal do sigilo bancário do caseiro mais famoso do Brasil. O mote da coluna é a crítica ao fato de que quase todos jornalistas envolvidos na cobertura política sabiam o nome do responsável pelo vazamento da informação, mas o omitiram sistematicamente.
Em português claro, Mainardi (corretamente na minha opnião) reclamava da proteção ao jornalista por jornalistas, denunciando um corporativismo que na opnião dele (que compartilho) prejudicava o consumidor final - leitores das notícias.
Curiosa e tragicamente, na segunda-feira seguinte a Folha de São Paulo comprovou que realmente TODOS sabiam mas ninguém queria contar o nome do jornalista, tendo citado-o por obrigação e apenas uma vez ao longo de quase 10 páginas dedicadas à politica.
Um detalhe importante é que ao contrário de Mainardi, a Folha não informa que se trata de um jornalista. O "companheiro" foi exposto, mas a classe preservada.
No mesmo dia leio sobre uma moça que teve um mioma diagnosticado e passou por 13 ginecologistas, com um diagnóstico igual: teria que extirpar o útero. Apenas um décimo quarto médico optou por outro tratamento.
Hoje ela tem seu útero "em ordem" e esta preparando-se para engravidar pela primeira vez.
O que estes dois fatos tem em comum entre si e com o nosso mercado?
Nos dois casos, o mais importante foi proteger a classe, e só depois pensar no "consumidor". Médicos evitam contrariar o que os colegas dizem. QUASE SEMPRE.
No nosso mercado, acontece o oposto. Em geral sign-maker adora falar mal do concorrente. Ao invés de mostrar porque o seu produto é melhor, prefere desqualificar o produto, a equipe, a materia-prima e tudo mais que tenha relação direta ou indireta com o concorrente.
Se não tiver do que falar, fala do cabelo, das roupas, da esposa, do carro e sei mais do que...
Falar mal da concorrência é um vício recorrente em nosso mercado, e isso tem sido prejudicial ao nosso mercado, principalmente no aspecto da credibilidade da classe.
Advogados adoram crititcar seus iguais, mas temos que lembrar, que a advocacia vive basicamente da polêmica. Nós não!
Talvez, mudar de postura e proteger o mercado seja uma boa idéia...
Talvez, colocar mais energia em vendas e menos energia em fofocas também seja...
Quem sabe, esse seja um passo para tornar nosso mercado mais profissional e menos "prostituído"?
Quem viver verá!
Em nosso mercado poucas empresas obrigam os funcionários a utilizarem, mas seria uma boa idéia começarmos a mudar essa cultura. Principalmente para quem trabalha com impressão digital à base de solvente é indispensável.
Sempre ouço de patrões e empregados perguntas ligadas ao efeito do solvente sobre o organismo.
Em poucas palavras... faz mal, e respondendo a pergunta mais freqüente, sim, o solvente é cancerígeno.
Por isso as impressoras Eco existem, para tentar diminuir a agressão ao organismo, e mesmo estas precisam de exaustão e do uso de EPIs.
A famosa mascara descartável não conta. Ela foi desenvolvida pra proteger as vias aéreas do pó, e não de produtos químicos voláteis. Tem de ser a máscara com filtro de carvão.
Vamos no português claro... o cheiro que sentimos na sala de impressão é solvente evaporando.
Quanto mais cor mais tinta; quanto mais tinta mais solvente; quanto mais solvente maior a necessidade de EPI.
Renovar o ar da sala é necessário, mas não suficiente, tem que usar EPI.
Tomar leite ajuda a "limpar" o organismo, mas não o suficiente, tem que usar EPI.
Que a máscara é cara e incomoda eu sei, mas que ela é necessária também.
É uma questão de matemática... mais dia menos dia alguém vai passar mal, ou ficar doente de verdade, e aí o gasto será muito maior, e o incomodo também.
Luvas de latex pra manusear a tinta também é recomendado.
Patrão, compre o EPI e faça seu funcionário usar.
Empregado, exija o EPI e use-o corretamente.
Se a sua desculpa é que não sabe onde encontrar o EPI clique neste link (olha o jabá correndo solto - brincadeira) http://www.danny.com.br/
Quanto mais profissional nosso mercado for menores serão as oportunidades para os aventureiros que "prostituem o mercado" (aspas para uma expressão que cansei de ouvir).
Quem viver verá!
Tenho recebido algumas consultas sobre o upgrade de impressoras que usam cabeças Xaar para passarem para Spectra, e também tenho visto bastante discussões sobre o assunto em outros fóruns, por isso achei interessante "postar".
Vamos aos aspectos técnicos:
Resolução / Qualidade de impressão
200 dpi real contra 360 (80% a mais). Mais do que a resolução pura, importa também o tamanho do ponto, que é de 80pL em uma Xaar contra 50pL numa Spectra (quase 40% menor).
Isso (ponto menor) quer dizer impressões mais suaves, "lisas", sem aquele incômodo aspecto de "pontilhado" que é percebido nas cores claras quando imprimindo com cabeças Xaar.
Por favor, não venham me dizer que as Xaar imprimem 400 dpi, porque é interpolado e o tamanho do ponto não muda, então o "pontilhado" continua aparecendo... menos, mas aparece. Prometo que num futuro próximo falo sobre resolução interpolada!
Velocidade... nem dá pra comparar, porque o sistema de controle de passadas é bem diferente, mas um indicativo do quanto é melhor ter uma impressora Spectra é que estima-se que uma Xaar (com 8 cabeças) imprima 2.000 metros quadrados por mês, enquanto uma Spectra (com 4 cabeças) pode imprimir de 4.000 metros quadrados pra mais.
É importante lembrar, estamos estimando.... e no fundo, o duro é vender 4.000 metros de impressão...
Simplicidade de procedimentos
Embora os consumíveis sejam na média uns 10% mais caros (eu disse na média), as perdas com impressoras Spectra tendem a ser menores, e os ajustes são MUITO mais simples e estáveis do que nas Xaar.
Essa é pra quem tem Xaar... quanto tempo por mês você perde regulando voltagem? Com Spectra esse tempo se aproxima drasticamente de ZERO.
E o sofrimento pra alinhar as cabeças (se forem oito então....)
Com Spectra é quase plug-n-play. Eu disse quase!
A parte triste é que o valor é alto. Partindo de uma FY8250C (8 cabeças Xaar126) para uma FY6250LQ (4 cabeças Spectra Nova 256) o valor é em torno de US$ 15,000.00 em placas e mais aproximadamente US$ 18,000.00 das cabeças.
É um valor alto, mas quem tem impressoras com os dois tipos de cabeça sabe que vale a pena.
Em tempo, não é viável fazer o upgrade se sua impressora não estiver em um estado-geral bom.
Acredito que as cabeças Xaar serão usadas cada vez mais em equipamentos entry-level, com larguras de 1,50m e 1,80m, em conjunto de 4 apenas (produção mensal de 800 a 1.000 metros quadrados) e as impressoras voltadas para maior produção, com larguras de 2,50m e 3,20 usarão cabeças Spectra.
Micro-piezo é outra guerra. É outro produto.
Quem viver verá.