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O amigo Joaquim Lopes, via aos poucos se tornando um parceiro neste blog. Me mandou há alguns dias a foto e a ficha técnica deste protótipo de competição brasileiro, e eu que andei trabalhando demais e blogando "de menos" estava em dívida com ele e agora quito meu compromisso...
O Elgar é o primeiro de alguns prótotipos de competição projetados e executados no Brasil que vamos mostrar. A idéia é mostrar o quanto o nosso automobilismo já foi mais criativo e BBB (bom, bonito e barato), principalemente, quando comparamos aos dias atuais, com a chatice tubular-monomarca que impera nos autódromos Tupiniquins.
Eu ia criar uma categoria no blog e chamá-la de Carros dos Sonhos, porque acredito que cada protótipo que será mostrado aqui começou com um sonho, de alguém que era apaixonado por corridas, mas na verdade, o Joaquim me esclareceu, TODOS carros nascem de um sonho.
Grande Joaquim.
Sem mais delongas, com vocês o ELGAR CT 104
O ELGAR GT 104
O Elgar Gt 104 foi um protótipo idealizado e construido pelo piloto gaúcho Ênio Lourenço Garcia, radicado em Brasilia desde o inicio dos anos 60.
Descontente com o desempenho de seu fusca de competição, que havia ganhado quase todas as corridas que participara em 1968, Ênio decidiu desenhar um protótipo com chassi especial que utilizasse os componente mecânicos de seu ressistente fusca vencedor.
Partiu então de um chassi com longarinas e travessas em chapas de aço, que recebia tubos que reforçavam a estrutura triangular traseira que, por sua vez, era apoiada na caixa de câmbio. Esse arranjo, segundo Ênio, tinha por objetivo reduzir a torção do chassi.
Construído pelo também piloto brasiliense Waldir Lomazzi, esse chassi recebeu as partes mecânicas do fusca, ou seja, eixo dianteiro (corpo, mangas, feixes de barras de torção), freios (da Kombi, a tambor, com furos adicionais para ventilação), caixa de direção sendo a mesma do fusca sedan 1200, mas com a caixa de direção deslocada para o centro, com braço de acionamento das barras mais longo, “mais rápido”, de acordo com Ênio.
O motor era inicialmente o VW 1500 usado na Kombi e no Karmann Ghia, mas com a cilindrada aumentada para 1600 e dupla carburação. Logo deu lugar a um motor maior, de 1800 cc e por fim substituído por um de 2000 cc com virabrequim roletado, importado dos EUA. Nesta versão, alimentado por dois carburadores Weber 45, comando Puma P-3 e cárter seco, o carro atingiu seu ápice, acoplado a uma caixa de câmbio P-3 e diferencial autoblocante ZF importado.
Completava o conjunto um jogo de rodas esportivas de liga leve da Italmagnésio, tipo “castelinho”, muito utilizadas pelos Karmann Ghia e fuscas na década de 60.
Com a estrutura pronta, Ênio pôde dar forma à carroceria moldada em fibra de vidro, gerando um modelo belíssimo, com linhas modernas e equilibradas, claramente inspiradas no Porsche 718 “Coupé Le Mans”, vencedor da Targa Florio de 1963. O pára-brisa, retirado de um Willys Interlagos integrou-se tão bem às linhas gerais do carro que parecia ter sido feito sob encomenda.
Duas unidades foram então construídas e estrearam na tradicional prova “Mil Km de Brasilia” de 1969, uma delas com a dupla Ênio Garcia/ Toninho Martins ao volante.
Com problema naturais de estréia terminaram em sétimo lugar, atrás de duas Alfas GTA e uma BMW, carros muito mais evoluídos técnicamente.
Ênio Garcia continuou competindo com o Elgar por mais dois anos em provas realizadas em Brasilia, Goiânia , Fortaleza, Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo com resultados sempre significativos, mas as duas versões do Elgar acabaram por se tornar obsoletas frente ao desenvolvimento de outros carros e o advento de protótipos importados no automobilismo brasileiro.
As duas únicas versões do Elgar GT 104 tiveram destino inglório: o carro pertencente a Ênio Garcia foi destruído num incêndio, enquanto a outra unidade, depois de passar por vários proprietários, teve as portas laminadas e a capota cortada, sendo seu último aparecimento numa prova de arrancada realizada na marginal do Rio Pinheiros em São Paulo, em 1971.
Sem dúvida alguma, o Elgar Gt 104 foi uma das mais belas e vitoriosas versões de carro de corrida brasileiros montada sobre a mecânica VW e um dos ícones da geração dos anos sessenta.
Felipe Massa foi ao pódio e o Farfus também, mas como não sou amigo de nenhum dos dois, nem troco e-mails com nenhum dos dois (nem quero), segue o relato do nosso novo-amigo-ídolo-do-automobilismo Steve.
Sim, este blog está ficando chique e recebendo os releases de pilotos...
Relatório da corrida em New Hapshire 3 e 4 de Julho
Pois é, o Brasil na Copa do Mundo já se acabou, na Formlua Um e IRL Felipe e Hélinho conseguiram um 2o lugar, Farfus na Alfa não terminou mas eu me diverti neste longo fim de semana americano aqui em New Hampshire.
Com o carro preparado,numerado e decorado (veja as fotos), parti para a pista saindo de casa ás 6 da manhã. A pista fica a uns 50 minutos de casa.
A configuração da pista foi North Oval/South Chicane, sendo que usamos as curvas de NASCAR 3 e 4 mas a chicane para as curvas 1 e 2 (Ae B). O resto é o circuito normal com a entrada na curva 3, subida para 5, descida no “carrossel” na 6, subida na 7 e 8, decida na 9 e curva na 10 para entrada da pista oval fazendo a curva NASCAR 3 e 4.
Primeiro Dia = Instrução e treinos:
O primeiro dia foi dando instruçao. Eu ia pegar um aluno com uma Alfa Spyder mas o Santo Antonio estava muito baixo (ou eu sou muito alto) de tive que trocar com um outro instrutor mais rebaixado. Eu peguei um aluno com um Mitsubhishi Galant cheio the “guele-guele”: motor com comando, turbo, suspensão, freio, enfim tudo mexido menos o interior do carro (banco normal com um adapdator de cinto de segurança mudado para 4 pontas). As primeiras voltas sao minhas entao eu acelerei a fera niponica e vi que os rotores dos freios estavem algo empenados o que causou uma “ligeira” vibracão nas freadas. E assim fomos com minhas instruções e no final do dia o aluno melhorou bastante enquanto que o carro vibrava mais ainda com os freios (Ainda pensei se arriscaria ficar com a Alfa Spyder...).
Nos meus treinos com a Alfa tudo indo bem, estava a uns 4 segundos fora do recorde da pista (na minha categoria). Fazia muito calor, a pista estava meio escorregadia mas o carro em si estava redondo. Pensei nos pneus que mostravam um ligeiro desgaste nos lados,mas vamos lá ver o que vai dar. Foram 3 sessões de 20 minutos cada mais 4 sessões com o aluno. 3 carros tiveram acidentes, 2 deles pegaram fogo (um Mustang e um Cobra) devido a falha mecanica, e um Corvette novinho errou na freada da curva 3 e foi parar no muro de pneus o que lhe custou uns arranhões num lado e um caro espelho retrovisor. Tudo foi resolvido com o máximo de segurança e não houve nehum outro imprevisto. Um dia puxado, fiquei feliz quando bateu 17 horas e fui jantar com minha familia e resolvemos fazer um acampamento com tenda e tudo dentro da garagem do lado da Alfa junto com meus filhos Alex de 8 anos e Christian de 6 anos. Minha esposa Wendy voltou para casa para dormir bem e cuidar dos cachorros.
Segundo Dia – O Time Trial:
Acordando com meus filhos às 6 da manhã ao som de passarinhos dentro da garagem, que beleza! A hamornia foi curta quando o compressor de ar resolveu acender.
Com minha equipe fizemos um cheque geral no carro: nivel de óleo, fluido dos freios, pressão de pneus, torque nas rodas, gasolina, etc, etc.: tudo certo.
Reunião de pilotos as 8 da manhã e pista aberta as 9. 2 sessões de treino e o carro estave um pouco melhor 2 segundos abaixo do recorde da pista mas o dia prometia mais sol e estes tempos não ia segurar tanto.
No começo da tarde o Time Trial começou. Eram 22 grupos de 4 carros cada; 88 carros fazendo time trial. Os carros vão se alinhando em grupos de acordo com os tempos e os carros vão à pista com uns 15-20 segundos de intervalo assim está sempre só na pista (a não ser que haja um imprevisto) para fazer 3 voltas rápidas na qual a mais rápida é registrada e comparada com os outros de sua mesma categoria para determinar o campeão.
Na minha categoria SSB tinha uma BMW 318 com 2 pilotos (irmãos) revezando, um Nissan Sentra SER, um Datsun 280Z, um Mazda 3, um Mazda Miata e eu com a Alfa. 7 pilotos, 6 carros. Meu rival do dia era a BMW 318 com um dos pilotos. Ele já vinha fazendo um tempo bem comparável e melhorava na medida que o dia ia esquentando.
A tarde tinha ameaça de chuva assim que fiquei contente com meu grupo 5 (dos 22) porém o meu rival estava na ponta do grupo 5 enquanto que eu estava no final do grupo sendo que este tinha a mesma avantagem do que eu. Se fosse chover os que fizeram o time trial na chuva levam a pior.
Logo antes do nosso grupo entrar no pit-lane um Chevy Malibu deve ter estourado o motor e deixou uma trilha de óleo logo no meio da curva 1. Uma rápida limpeza e fomos para o grid. Achei que fiz uma boa corrida, com as 3 voltas com os tempos consistentes. Virei em 1:32.180.
No final do dia anunciaran os vencedores e teve entrega dos troféus. Na minha categoria tinhan 3 troféus. Anunciaram eu na minha Alfa em 3o coloção. Eu ia fazer cara feia (sabendo que podia peolo menos ter um 2o lugar) mas fiquei curioso para saber quem chegou em 2o pois ate lá já sabia que um dos pilotos com a BMW 318 ganhou. Seria o rimão dele? Não pois este ainda não tinha experiencia suficiente. Então soube que foi o Mazda 3 que por centésimos de segundos conseguiu chegar na frente virando em 1:31.810. A BMW fechou em 1:30.129
Meus filhos super contentes que recebi um troféo (até bonito por sinal). Eu comentei que pensei que ia chegar em 2o. Então meu Alex me disse: “Papi, se isso fosse Formula Um voce estaria no pódio o que é um bom lugar!”. Este então fez o meu dia, agora fiquei sabendo mais de uma razão para ter orgulho de meus filhos...
Dedico este 3o lugar ao meu querido amigo Flavio Gomes e a todos que passaram recados com votos e os comentários no Blig do Gomes, foi realmente um prazer. Talves alguém se habilite a fazer um clubinho de Time Trial no Brasil com estas idéias.
Proxima corrida: Mont Tremblant (perto de Montréal, Canadá) 3 e 4 de Agosto.
Galeria de fotos para ver e ter uma ideia dos carros, etc: http://www.tracktimephotos.com/GalleryDisplay.jsp?track=New+Hampshire+Speedway&year=2006&month=07&day=03&rungroup=&club. Eu já encomendei uma boas para passar ao Flavinho.
Grande abraço,
Stephan de Pénasse