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Tem brasileiro na pista.
No país mais apaixonado por automoblismo do mundo, os Estados Unidos, tem brasileiro na pista.
Estado Unidos, que prefere chamar a si mesmo de América. EUA ou USA, que apesar de apaixonado por automobilismo, quase ignora a Formula1.
Lá, ao contrário de cá, pouca gente vai se ligar na corrida domingo. Vão cuidar da vida e a Formula1 que se dane. Cá, ao contrário de lá, uma turba parará a vida para ver as baratas correr, e torcer.
Quem gosta de corrida, quem gosta de automoblismo de verdade, vai torcer acima de tudo para que haja emoção.
Mas, se tem brasileiro na pista, a emoção é garantida. Pelo menos para alguns.
Eu, particularmente, não tenho dúvidas. Se tem brasileiro na pista, eu torço.
E já que vai ter brasileiro na pista, eu vou torcer.
Vou torcer para o brasileiro do carro vermelho. Para o brasileiro que além do nosso verde-amarelo, também levará o verde-branco-vermelho da Itália.
Vou torcer pelo Steve. Stephan de Pénasse.
Apesar do nome invocado é brazuca.
É amigo do Flavio Gomes, mas quem acompanha já tinha ouvido falar dele,e como tenho costume de me apropriar dos amigos dos amigos, vale pro Steve a máxima de que "aos amigos tudo!"
Mais informações em:
http://www.giubilee.com/ - CLicar no EVENTS depois TIME TRIAL e depois VIDEO CLIP.
Interlagos é lugar de fazer amigos.
Fiz alguns. Entre eles o Joaquim, grande contador de "causos"
O causo à seguir me foi contato por ele.
Vai como ele me contou, ou pelo menos como eu me lembro...
"
Pelos idos de 2000 eu estava com manutenção de aeronaves nos EUA trabalhando na Lockheed Martin, aí, um belo dia me aparece, sei lá de onde, para trabalhar na companhia um cidadão. O "Mineirim".
Ele era das proximidades de Governador Valadares, homem simples, e humilde. Simples e humilde, mas de uma teimosia assustadora.
Não falava uma só palavra de inglês, nem espanhol. Na verdade falava algo um pouco parecido com português.
Pra complicar, achava que entendia tudo.
Pra sorte dele, como brasileiro, fui escalado pelo supervisor para dar as primeiras noções do serviço para o nosso querido Mineirim.
Trabalhar com aviação militar é bicho enjoado, cheio de normas, regras, procedimentos e regulamentos. E o nosso amigo Mineirim não era muito chegado a disciplina, não.
Gostava de fazer as coisas à sua maneira.
Todo dia era a mesma coisa: quanto mais eu insistia em ensiná-lo mais o homem teimava em fazer à sua maneira. Sempre errado.
Durante o briefing, antes de iniciarmos o turno, enquanto o supervisor delegava o serviço e as funções em inglês, ele só concordava, em português e balançava a cabeça afirmativamente:
“ Sim, sinhô... já intindi... num pricisa explicar... é comigo mes...”
E eu perguntava:
“Mineirim, afinal você fala ou não fala inglês!?!?”
E ele:
“Não, falar eu num falo, mas entendo tudim... É fácim... é só interpretar o que o hômi diz...”
E lá ia o Mineirim, com a sua teimosia, para sua quota diária de besteiras.
A paciência do supervisor (e a minha) já estava se esgotando e a gente ali, tentando contornar a situação, afinal era um brasileiro que precisava do emprego.
Um dia, já de saco cheio, o supervisor resolveu dar ao Mineirim sua última chance. Fomos designados, eu e ele, a fazer a preparação para a pintura do leme de direção de um Hércules C-130 e, como sempre, o Mineirim começou a fazer tudo errado.
O supervisor nos chamou num canto e disse para mim, em inglês:
-“Traduza exatamente o que eu vou dizer: Mr.....(vou excusar o nome da fera) esta é sua última chance. Mais um erro e o senhor está fora. Sabe o que eu quero dizer? - em Inglês - Do you know what I mean? DO YOU KNOW WHAT I MEAN?”
Aos ouvidos do nosso Mineirim, a coisa soou mais ou menos assim:
“IÚ NôU UÁRAMIN ?”
Mineirim balançou a cabeça afirmativamente, como de costume, e me saiu com essa:
“ É pur isso que num rende... cês ficam me sacaneando... pô assim não...
pur que cê num falou que tem que usar um “araminho” !?!?!?
"
Foi uma gargalhada geral!! Eu e o Brandão só não rolamos no chão porque estávamos no Box21 e o chão estava sujo...
Vou aos poucos tentando convencer o Joaquim a me autorizar a contar mais coisas aqui...
Continuarei insistindo, em que se contrate o garoto da Casa Bahia para ser o leiloeiro da Varig.
Pois bem, nesta segunda um grupo americano terá a opção de comprar a VarigLog e assim comprar parte da Varig. Logicamente a parte sã.
A parte doente, endividada, sucateada e podre, deverá ficar abandonada às moscas, ou melhor explicando, para o governo federal.
Mas segue o enterro. Segunda saberemos se os americanos querem comprar a parte boa ou não.
Minha sugestão. Coloca o garoto pra gritar na televisão...
QUER PAGAR QUANTO?
EMPRESA AÉREA POR APENAS 75 MILHÕES DE ENTRADA!!!!
MAS É SÓ NESTA SEGUNDA!!!
Ontem ligaram em casa. O rapaz de boa voz e aparente nível pedia para falar comigo. Com urgência, era do banco onde tenho conta.
Não deixou nome ou telefone para retornar, apenas anotou meu celular e disse que entraria em contato. Minha esposa me ligou no trabalho e avisou. De cara senti cheiro de picaretagem.
Hoje saí mais tarde para trabalhar. Estava esperando um pacote.
Tocou o telefone. Novamente, o rapaz dizia ser do banco e queria falar comigo.
Falando rápida mas claramente, o rapaz me explicava que, alguém havia acessado minha conta via Internet e tinha tentado fazer um doc para outra conta. Ele não podia me dar os dados do destinatário do doc, mas a pessoa havia errado a digitação da contra-senha e bloqueado o acesso à minha conta via Internet.
Por questão de segurança era necessário re-criar a senha e a contra-senha. "Se o senhor quiser, posso transferí-lo agora mesmo para efetuar este procedimento".
_ Não, obrigado.
_ O senhor tem certeza?
_ Tenho.
_ Muito obrigado!
Assim terminou mais uma tentativa de golpe.
Ontem eu já havia ligado para o banco, e me informado.
Não havia nada errado com minha conta. Nem com minha senha.
Há muito tempo já havia lido em algum documento do banco que NUNCA, NENHUM funcionário do banco me pediria minha senha ou minha contra-senha.
Imagino que os amigos blogueiros que me lêem também tenham costume de ler contratos e documentos, mas não custa nada avisar.
Para quem cada vez mais respira automobilismo e cada vez menos F1, aí vai mais um link bacana. É um blog sobre as 24 horas de LeMans.
Legal para ver um monte de protótipos diferentes e lembrar, que automobilismo não é só F1 e nem se resume a mono-marcas...
Será que um dia teremos algo parecido por aqui?